sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sapato

Montagem  em 15/01/2015


"Não se tira o sapato antes de se chegar ao rio." [Tancredo Neves]




domingo, 11 de janeiro de 2015

Soneto

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Text of Willian Shakespeare (1564-1616)


From fairest creatures we desire increase,
That thereby beauty's rose might never die,
But as the riper should by time decease
His tender heir might bear his memory:
But thou, contracted to thine own bright eyes,
Feed'st thy light's flame with self-substantial fuel,
Making a famine where abundance lies,
Thyself thy foe, to thy sweet self too cruel.
Thou that art now the world's fresh ornament,
And only herald to the gaudy spring,
Within thine own bud buriest thy content,
And, tender churl, mak'st waste in niggarding.
     Pity the world, or else this glutton be,
    To eat the world's due, by the grave and thee.



sábado, 10 de janeiro de 2015

Canção da Chuva


Imagem recebida por e-mail





 Canção da Chuva


"São meus fios de prata que os deuses despedem das alturas; leva-me a natureza, para efeitar os vales.
São minhas essas gotas, joias magnificas, caídas da coroa de Afrodite; apoderou-se de mim a filha da Aurora, e conduziu-me nos campos.
Quando choro, riem os escombros; se me humilho, erguem-se as flores. As nuvens e os campos são dois amantes, e eu estou entre ambos, 
abrandando o ardor dos campos e aclamando a aflição das nuvens.

A voz do trovão e a espada do relâmpago anunciam o meu advento; o arco-íris denuncia o termo da minha viagem. Assim é a vida; começa pelos pés da Matéria em fúria e termina no regaço da Morte tranquila.
Elevo-me do coração do lago, viajo nas aragens do éter e pairo no jardim, onde desço; sou beijo nos lábios das flores e abraço nos braços dos ramos.
Espiando a calma, vou tamborilar, agradavelmente, com meus dedos, nos vidros das janelas; a melodia que dedilho só as almas sensíveis sabem interpretar.
Gerada pelo calor, eu o elimino; sou assim, como a mulher que vence o homem, com a força que tirou dele.
Sou os suspiros do mar, as lágrimas do céu, os sorrisos dos campo. Assim é o amor: suspiros do mar das paixões, lágrimas do céu dos pensamentos, sorrisos dos campos da alma."  [in "Poemas de Gibran" de Gibran Khalil Gibran]


 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Esperança

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"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer."
[Santo Agostinho]





 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Pão-Paz


Imagem de Arquivo Pessoal



Pão-Paz
                                                                                          Cora Coralina (1889-1985)



O Pão chega pela manha em nossa casa.
Traz um resto de madrugada.
Cheio de forno aquecido, de lêvedo  e de lenha queimada.
Vem numa veste pobre de papel. Por que não o receber
numa toalha de linho puro e com as mãos juntas
em prece e gratidão?

Para fazê-lo assim tão fácil e de fácil entrega,
homens laboriosos de países distantes
e de fala diferente trabalharam a terra, reviraram,
sulcaram, gradearam, revolveram, oxigenaram e lançaram a semente.

A semente levava o seu núcleo de vida. O sol, a umidade
o sereno, o calor e a noite tomaram dela, e fez-se o milagre
da germinação.
O campo se tornou verde em flor, e veio junto o joio,
convivente, excrescente,
já vigente nas parábolas do Evangelho.

O trigal amadureceu e  entoou seu cântico de vida
num coral de vozes vegetais.

Venham... venham... venham..
E vieram os ceifeiros e cortaram o trigo,
e arrancaram e queimaram o joio.

Cortaram e ajuntaram os feixes.
Malharam e ensacaram o grão.
E os grandes barcos graneleiros o levaram
por caminhos  oceânicos a países diferentes
e a gentes de fala estranha.

Foi transportado aos moinhos.
As engrenagens moeram, desintegraram.
Separaram o glúten escuro, o próprio e pequenino coração
do trigo até as alvuras do amido
de que se faz o pão alvo universal.

Transformaram a semente dourada
num polvilhamento branco de leite, que é levado
às masseiras e cilindros
onde os padeiros de batas e gorros brancos
ensejam, elaboram e levedam a massa.
Cortam, recortam, enforma, desenformam
e distribuem pelas casas,
enquanto a cidade dorme.

O Padeiro é o ponteiro das horas, é o vigia do forno
quando a cidade se aquieta e ressona.
É o operário modesto, tranquilo e consciente
da noite silenciosa e da cidade adormecida.
É mestre e dá uma lição
de trabalho confiante e generoso.

Pela manhã a padaria aberta, recendente,
é a festa alegre das ruas e dos  bairros.
Devia ter feixes e trigo enfeitando suas portas.

É por esse caminho tão largo, tão longo,
tão distante e deslembrado que o pão vem à nossa casa.
Ele chega cantando, ele chega rezando
e traz consigo uma bandeira branca de seis letras: Pão-Paz.

Haverá sempre esperança de paz na Terra
enquanto houver um semeador semeando trigo
e um padeiro amassando e cozendo o pão,
enquanto houver a terra lavrada e o
eterno e obscuro labor pacífico do homem,
numa contínua permuta amistosa dos campos e das cidades.

Para chegar a nossa casa em ritmo de rotina,
o Pão fez sua longa caminhada na terra e nos mares.
Passou de mão em mão
como uma grande bênção de gerações pretéritas.
Pela sua presença fácil em todas as mesas,
eu vou dou graças, meu Deus.

Graças pela hóstia consagrada
que é Pão e Vida.
Pão de reconciliação do Criador com o pecador
recebido na hora extrema.

Fazei, Senhor, com que as sobras das mesas fartas
sejam levadas em Vosso nome àqueles que nada têm
e que a códea largada na abundância
nunca seja lançada com desprezo.
Haverá sempre uma boca faminta a sua espera.
Graças, Senhor, pelo primeiro semeador
que lançou a primeira semente na terra
e pelo homem que amassou, levedou e cozeu o primeiro pão.
Graças, meu Deus, por essa bandeira branca de Paz
que traz a certeza do pão.
Graças pelas mil vezes que os Livros Santos
escreveram e confirmam
a palavra generosa e suave: Pão.

"Havia um partir de pão em casa de Onesífero quando Paulo ali entrou com seus amigos" (Epístola).





sábado, 3 de janeiro de 2015

Votar

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"Primeiro houve uma campanha nas grandes cidades (especialmente capitais de estado) instando os eleitores a votarem em branco. Votar na Arena ou no MDB, argumentava-se, era aceitar a legitimidade do sistema manipulado pelo governo. Assim, a única ação realmente construtiva era depositar nas Urnas o Voto em Branco. Havia outra razão para o voto em branco. Nas eleições em que o MDB não tinha candidatos ou que seus candidatos não tinham chance, o voto em branco era elevado. Em muitoss casos isto era um protesto contra o status de partido  único de fato da Arena." [in Brasil de Castelo a Tancredo de Thomas Skdmore]



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Anjo

Imagem de Arquivo Pessoal

"O bem e o mal que fazemos estão escritos no nosso cérebro, e os anjos descobrem a nossa autobiografia."  [Emanuel Swedenborg]