sábado, 2 de setembro de 2017

Velhos Tempos

Nadando no Báltico, by Lina Angélica Gumauskas


"Nos velhos tempos, Hortons Bay era uma cidade de madeireiros. Ninguém que morasse lá conseguiria ficar longe das grandes máquinas da serraria em frente ao lago. Então, um certo ano, não houve mais toras para transformar em tábuas. As escunas madeireiras entraram na baía e receberam a carga de madeira cortada que estava empilhada no pátio. Levaram todas as pilhas de tábuas. No grande prédio da serraria, todo o maquinário móvel foi retirado e içada às escunas pelos homens que haviam trabalhado lá. O barco deixou a baía rumo ao lago carregando as duas grandes serras, o carro que jogava as toras contras as serras circulares a girar e todos os rolamentos, engrenagens, cintas e peças de ferro, tudo empilhado sobre o casco repleto de madeira. Quando cobriram o porão da embarcação com lona, amarrando firme, as velas da escuna inflaram-se e o barco partiu para o lago, levando tudo o que fez a serraria ser uma serraria, e Hortons Bay, uma cidade."             [in "O fim de algo" de Ernest Hemingway in 'Uns e Outros: contos espelhados.']




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Rir

Fotografia de 08/05/2017




"O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses."
[Provérbio Chinês]



domingo, 27 de agosto de 2017

Milagre

Mosaico com cores da Lituânia, by Lina Angélica Gumauskas 

Milagre
Olavo Bilac



Depois de tantos anos, frente a frente,
Um encontro... O fantasma do meu sonho!
E, de cabelos brancos, mudamente,
Quedamos frios, num olhar tristonho.

Velhos!... Mas, quando, ancioso, de repente,
Nas suas mãos as minhas palmas ponho,
Ressurge a nossa primavera ardente,
Na terra em bençãos, sob um sol risonho:

Felizes, num prestigio, estremecemos;
Deliramos, na luz que, nos invade
Dos redivivos extases supremos;

E fulgimos, volvendo à mocidade,
Aureolados dos beijos que tivemos,
No divino milagre da saudade.




sábado, 26 de agosto de 2017

A Vida

Mosaico com cores da Lituânia, by Lina Angélica Gumauskas


"E seu coração comoveu-se de compaixão, e ele disse: "A vida é mais velha que todas as coisas existentes; é a beleza alada antes que o belo nascesse na terra, e a verdade já era verdade antes de ser proferida.
A vida canta em nossos silêncios, e sonha em nosso descanso. Mesmo quando somos vencidos e abatidos, a vida é entronizada e suprema. Quando choramos, a vida sorri para o dia, que é livre, mesmo quando arrastamos nossas correntes"."   [in 'As últimas horas de Gibran' de Kahlil Gibran]


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Flor da alegria

Mosaico com cores da Lituânia, by Lina Angélica Gumauskas


"Quem doa sem esperar ser correspondido sempre tem entre as mãos a flor da alegria."   [Gibran Kalhil Gibran]





domingo, 20 de agosto de 2017

Pintores son mis ojos

Com auxilio da tecnologia... by Lina Angélica Gumauskas


XXIV – Pintores son mis ojos
William Shakespeare

Pintores son mis ojos: te fijaron
sobre la tabla de mi corazón,
y mi cuerpo es el marco que sostiene
la perspectiva de la obra insigne.
A través del pintor hay que mirar
para encontrar tu imagen verdadera,
colgada en el taller que hay en mi pecho
al que brindan vencanas cus dos ojos.
Y observa de los ojos el servicio:
los míos diseñaron tu figura,
los tuyos son ventanas de mi pecho
por las que atisba el sol, feliz de verte.
Mas algo falta al arte de los ojos:

dibujan lo que ven y al alma ignoran.



sábado, 19 de agosto de 2017

A Luz da Verdade

Primavera Lituana, by Lina Angélica Gumauskas


... "Há, então, luz outra que a luz do sol dada a todos os homens? Está no poder dos homens saberem a verdade?" Khalil respondeu: "A luz verdadeira é aquela que irradia de dentro do homem. Ela revela os segredos da alma e lhe permite regozijar-se em vida, cantando em nome do Espírito. A verdade é como as estrelas, as quais não podem ser vistas além da escuridão da noite.
A verdade é como todas as coisas lindas existentes; ela só revela suas belezas àqueles que sentiram o peso da falsidade. A verdade é um sentimento escondido que nos ensina a regozijar-nos durante nossa vida e desejar este regozijo a toda a humanidade." 
[in 'As últimas horas de Gibran' de Gibran Kahlil Gibran]