sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Mentira

Imagem da Internet


"Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si, pois terá de inventar uma infinidade delas para sustentar a primeira". [Alexander Pope]





domingo, 10 de setembro de 2017

Consolação

Só três, valem o dobro de tudo.
Consolação
Olavo Bilac

Penso às vezes nos sonhos, nos amores,
Que inflamei à distância pelo espaço;
Penso nas ilusões do meu regaço
Levadas pelo vento a alheias dores...

Penso na multidão dos sofredores,
Que uma benção tiveram do meu braço:
Talvez algum repouso ao seu cansaço.
Talvez ao seu deserto algumas flores...

Penso nas amizades sem raízes,
Nos afetos anônimos, dispersos,
Que tenho sob os céus de outros países...

Penso neste milagre dos meus versos:
Um pouco de modéstia aos mais felizes,
Um pouco de bondade aos mais perversos...


sábado, 9 de setembro de 2017

Escritor

Mosaico com cores da Lituânia, by Lina Angélica Gumauskas


"[ ... ]
"Eu não sei se a mulher era respeitável ou não, mas gostava dessa ideia literária da viúva respeitável, eu que um dia sonhei ser um escritor pobre e febril no sótão de um sobrado em Paris com se vivesse num século que nunca existiu com ratos que não roíam rodapés, mas palavras. E talvez orelhas. Um escrito sem a orelha esquerda que pintava girassóis e consoantes pendurados num sol de vogais redondas."
[ ... ]"  [in SIMPLÍCIO  de Eliane Brum in Uns e outros: contos espalhados]




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Trair

Primavera by Lina Angélica Gumauskas


"É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu... descrer de todo amor porque um deles te foi infiel."   [Anônimo]




domingo, 3 de setembro de 2017

Meiga Fera

Mosaico com cores da Lituânia, by Lina Angélica Gumauskas


Meiga Fera
Olivio Basievisctus

Moldurada em ondulência
de velas
prontas a amar
ao mar
De cinturas ondas
banhando a quem
te olhar
Dança em meio
torpor
que ama ao navegador
levando-o a salvo da 
solidão
Brilha teu todo
infinito
mas belo dito
de saber ao som
da aurora
cantar.


sábado, 2 de setembro de 2017

Velhos Tempos

Nadando no Báltico, by Lina Angélica Gumauskas


"Nos velhos tempos, Hortons Bay era uma cidade de madeireiros. Ninguém que morasse lá conseguiria ficar longe das grandes máquinas da serraria em frente ao lago. Então, um certo ano, não houve mais toras para transformar em tábuas. As escunas madeireiras entraram na baía e receberam a carga de madeira cortada que estava empilhada no pátio. Levaram todas as pilhas de tábuas. No grande prédio da serraria, todo o maquinário móvel foi retirado e içada às escunas pelos homens que haviam trabalhado lá. O barco deixou a baía rumo ao lago carregando as duas grandes serras, o carro que jogava as toras contras as serras circulares a girar e todos os rolamentos, engrenagens, cintas e peças de ferro, tudo empilhado sobre o casco repleto de madeira. Quando cobriram o porão da embarcação com lona, amarrando firme, as velas da escuna inflaram-se e o barco partiu para o lago, levando tudo o que fez a serraria ser uma serraria, e Hortons Bay, uma cidade."             [in "O fim de algo" de Ernest Hemingway in 'Uns e Outros: contos espelhados.']




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Rir

Fotografia de 08/05/2017




"O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses."
[Provérbio Chinês]